sexta-feira, 27 de maio de 2016

O Whisky: um Rito Escocês Antigo… e muito bem aceito



A
 quando remonta a invenção do uisge beatha, a aqua vita em gaélico escocês? Alguns afirmam que foram monges vindos do Egito, que teriam trazido os primeiros alambiques de perfume e que teriam desenvolvido o uso que se conhece na Irlanda, e na Escócia a partir do século XII.

Daí uma controvérsia que não acaba nunca entre os partidários de uma origem escocesa ou irlandesa para esta bebida forte em o mundo inteiro conhece sob o nome de uísque. Como todas as aguardentes, esta tem origem na destilação de um açúcar fermentado. No presente caso, é do amido contido nos grãos trigo, cevada, centeio. Ou milho para bourbon. Para aqueles de procedência tradicional escocesa, a base é a cevada maltada, isto é, germinadas e assada em fogo de turfa. É aqui que o apelido de aguardente faz sentido. Porque dependendo se o malte foi mais ou menos exposto à fumaça, ele terá o sabor turfoso, que pode variar de mais suave a mais picante de acordo com a experiência própria de cada destilador. Em seguida, o malte é moído, misturado com a água de alta qualidade, depois deixado fermentar até que se obtém um tipo de cerveja que será destilada continuamente em grandes alambiques de cobre.

Na Escócia existem quatro regiões produtoras: as terras altas que produzem uísques robustos de renome, o vale do rio Spey (Speyside), onde as aguardentes são mais refinadas, os Lowlands de qualidade intermediária e as ilhas do oeste, principalmente Islay, que tem nada menos que oito destilarias produtoras de espíritos aos quais o clima oceânico traz uma qualidade de envelhecimento em barris incomparável.

Os uísques se dividem também entre maltes puros de uma única destilaria e misturas ou blends, resultantes de uma combinação de diferentes maltes. Mas existe também os barris únicos, peças raras de um único barril de uma mesma destilaria. Em resumo, as nuances de whisky são tão ricas, complexas e paradoxais quanto as do rito escocês que mesmo nas suas diferentes formações nada tem a ver com a Escócia … embora muitos maçons escoceses que comparecem às sessões vestidos em seus kilts, assim como fazem na França alguns adeptos do Padrão da Escócia.

Esta paixão pelo rito escocês em sua forma espiritual, tanto quanto o espírito se concretizou em 2014 com a Confraria dos Cavaleiros do Malte e da Música, membro da Federação do Círculo Europeu das Fraternais e correspondendo aos mesmos critérios de adesão. Em um espírito amigável e fraterno, ali se pratica, como o próprio nome sugere, o amor ao malte, puro, bem como aos blends e à música. Degustações seguidas de banquetes são realizadas regularmente, bem como concertos na França e no estrangeiro. Trata-se de cultivar o palato, tanto quanto o ouvido. A associação também distribui seu próprio blend da marca Sword (espada dos cavaleiros), um Speyside categoria premium, de uma bela cor âmbar, envelhecido em antigos barris de xerez e considerado como tendo uma personalidade “feminina”. Assim a maçonaria mista, por vezes, assume caminhos tão calorosos quanto inesperado.




Tradução José Filardo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Não nos amedronta a morte

“Não nos amedronta a morte! E mesmo diante da tumba, sempre haverá um Irmão a oferecer consolo. E se todos, friamente, nos abandonarem, por compaixão, um Irmão cerrará nossos olhos, E quando o espectro da morte se aproximar, o ouvido há de perceber, com sua suavidade, a intimidade familiar do “Tu”, E o amor fraternal jogará sobre nosso esquife os primeiros punhados de terra e nos almejará uma Boa Viagem e uma Aurora de Luz. Não nos amedronta a morte!”

De acordo com a ritualística de nossa Ordem, ao Mestre é pressuposto que tenha alcançado a maior perfeição no exercício de todas as virtudes. Que seu coração seja recheado de pureza e que suas palavras transmitam sempre a verdade. Que a prudência domine suas ações e que tenha coragem diante dos males inevitáveis. E que acima de tudo prevaleça a prática do bem, sem desvio do Dever, da Vontade e da Justiça.

Em seu último trajeto, para alcançar este mais elevado grau, a imagem da morte é lembrada e repassada em toda a caminhada por uma frase implacável e inflexível: “Lembrai-vos da Morte”. Esse caminho coloca o Mestre Maçom frente a frente com o conceito limitador de toda a aspiração humana, o “conceito da morte”, que pode surpreender e cortar as aspirações terrenas a qualquer momento.

Lembra ainda o Ritual, que o Mestre Maçom nunca deve deixar de buscar o conhecimento de a si próprio e que deve estar sempre preparado para enfrentar a própria morte. E nós, eu e meu irmão de sangue, t

ambém como Mestres Maçons, não podemos deixar de pensar de como tudo isso se encaixa na trajetória de nosso pai, nosso Mestre Byrão. Ele, com passos firmes e de forma serena, cumpriu todas as suas etapas, tanto na vida profana quanto na vida maçônica.

Como homem, de uma vida simples do interior, venceu no estudo, na profissão, e gerou uma família, que até seus últimos momentos a mantinha sob sua guarda, carinho e proteção. Chegou ao ápice de sua carreira profissional com glórias e reconhecimentos. E na Ordem, que tanto adorava, em cada oportunidade, com o dom de suas palavras, deixava claro que tinha cumprido com rigor toda sua trajetória em busca da perfeição de suas virtudes.

Fazia valer as atitudes do homem em todas as suas atividades. A verdade, mesmo que em momentos difíceis, sabia contornar para que não viessem tão ama
rgas. Tinha o dom de saber dizê-las na forma e no conteúdo apropriado. E quando pai, avô e bisavô, seu coração não resistia em transbordar de uma pureza indescritível.

Como um perfeito Mestre, abusava da prudência em suas ações e não se furtava diante do inevitável. Com toda a certeza, prudência e coragem, foram as mais importantes virtudes ao longo de sua trajetória. Imprescindíveis numa vida, que desde a tenra idade,  foi recheada de desafios, de altos e baixos, mas sem nunca ter se furtado de tomar a frente e o comando, e que ao longo de seus 86 anos, sagrou-se como vencedor na maior parte de suas batalhas.

“A maçonaria é perfeita, os homens não”, era uma frase por ele sempre utilizada, principalmente quando nos desvios ocorridos entre os Irmãos. Em suas palavras ficava claro que a Ordem foi criada voltada para a prática do bem, e que o Irmão não poderia, de maneira alguma, desviar de seus deveres, definidos pela justiça criada pela vontade dos homens e sob os olhares severos do GADU, mas como homem, um ser imperfeito, embora sempre a caminho da perfeição.

Suas últimas palavras foram de que “estava morrendo”, e não tínhamos o que dizer. Ele não questionou, não duvidou, foi firme, e como Mestre parecia pedir para que não nos amedrontássemos. O Mestre seguia o Ritual. Seus olhos, que depois adormeceriam ao longo dos 80 dias internados, pareciam dizer que sempre haveria um irmão a oferecer consolo. E isso veio comprovado, de imediato, de várias formas, de vários meios, e que realmente trouxeram o conforto previsto e esperad
o.

Não houve o temido abandono, e seus olhos, que não foram encerrados por um irmão, sabemos que foram de foram, de forma delicada, encerrados por aqueles que mais estavam ao seu lado, e que nos ajudaram em sua última e derradeira batalha.

A chegada do espectro da morte, prevista, e não temida pelos verdadeiros Mestres, chegou com a intimidade familiar de um “Tu”. Seu sussurro não o amedrontou, lhe trouxe a paz esperada de um dever cumprido.

E nós, que seguimos na trilha do Mestre, seguiremos o Ritual, sobre seu esquife irá nosso amor fraternal, nossos votos de uma Boa Viagem e de uma Aurora de Luz infinita pois "Não nos amedronta a morte!”.

“...
Ou coisa parecida, ou coisa parecida,
Ou coisa parecida, aparecida. Ei, moço!
E eu inda sou bem moço pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas, cuidemos da vida,
Senão chega a morte ou coisa parecida,
E nos arrasta moço sem ter visto a vida
Ou coisa parecida, ou coisa parecida,
Ou coisa parecida, aparecida.
...”

Como ele gostaria, um brinde para nosso pai, UBYRAJARA DE SOUZA (12/01/1930-24/02/2016), um verdadeiro Mestre Maçom, tim..tim...



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ATA DE FUNDAÇÃO DA LOJA SIMBÓLICA "SOLIDARIEDADE UNIVERSAL" (GLMERJ)

No primeiro dia do mês de setembro do ano de mil no vecentos e oitenta e sete, às dezenove horas, reuniram-se, na Ave_ nida Rio Branco n9 156, salas 2005 a 2008, na cidade do Rio de Já neiro, Q15 ( quinze ) Mestres Maçons reunidos em Assembleia e desejosos de constituírem, com sede na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, uma Loja Simbólica justa, perfeita e regular, em honra ao Grande Arquiteto do Universo e de acordo com os Landmarks, Leis e Usos da Maçonaria Universal. Por aclamação dos presentes, assumiu a direção dos trabalhos o Ir/. D'ARTAGNAN DIAS FILHO, M/. I/., que convidou a mim, ÍCARO ROBERTO PONTUAL,M/. M/. , para secretariar a sessão. Aberta a sessão pelo Sr Presidente, e confirmado, pelo livro de presenças, o comoarecimento de 015 ( quinze ) Mes_ três Maçons, solicitou o Sr. Presidente que a Assembleia reiterasse seu desejo de fundar uma Loja Simbólica Maçónica, com sede em Nite_ rói, neste Estado, o que foi feito pela manifestação unânime dos -presentes. A seguir, a Assembleia deliberou, também por unanimida_ de, que a nova Loja seria denominada LOJA SIMBÓLICA "SOLIDARIEDADE UNIVERSAL", com o número de ordem que vier a ser atribuído pela Se_ reníssima Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro, Potência Maçoni, ca Simbólica ã qual ficou decidido virá a nova Loja a integrar-se, passando a funcionar tão logo receba sua Carta Constitutiva da ré ferida Potência. Prosseguindo, a Assembleia elegeu, por aclamação, a primeira Administração da Loja, assim constituída: Venerável Mes_ tre (Presidente) - Ir/. D ' ARTAGNAN DIAS FILHO; 19 Vigilante (19 V.L ce-Presidente) - Ir/. FERNANDO RADLER DE AQUINO; 29 Vigilante(29 Vi ce-Presidente) - Ir/. ORLANDO DE SOUZA CARVALHO; Orador - Ir/. CID DE OLIVEIRA SCHUBACH ; Secretarie - Ir/. ÍCARO ROBERTO PONTUAL;Tesoureiro - Ir.". ARMANDO SILVA BIANCHI, os quais foram empossado^ no ato, para os devidos efeitos civis, dependendo a posse maçõni_ co-litúrgica da satisfação dos requisitos estabelecidos pela Grari de Loja do Estado do Rio de Janeiro. Decidiu a Assembleia, por una nimidade, que os Oficiais não integrantes da Administração da Loja e as Comissões Permanentes seriam posteriormente escolhidos; também por unanimidade, ficou dete.rminado que a Administração ora eleita e empossada terá seu mandato encerrado em 31/05/88, devendo, no mês de maio de 1988, ser eleita uma nova Administração, para um manda to de 1(um) ano, a iniciar-se em 01/06/88. A Assembleia,a seguir, aprovou o Estatuto da LOJA SIMBÓLICA "SOLIDARIEDADE UNIVERSAL",nos termos da proposta apresentada pelos integrantes da Comissão Orga nizadora, e que compõem a Administração eleita. A Assembleia a provou em seguida, e por unanimidade, a adoção do RITO DESCHROEDER para os trabalhos da LOJA SIMBÓLICA "SOLIDARIEDADE UNIVERSAL", e a localização de sua sede na rua Coronel Miranda n9 37, Ponta d'Areia, Niterói, nas dependências da Loja "Liberdade, Igualdade e Fraterni_ dade" n9 5, bem como o seu funcionamento nos dias de sexta-feira. Finalmente, o Sr. Presidente solicitou que ficasse consignado em a. ta o reconhecimento dos Fundadores da LOJA SIMBÓLICA " SOLIDARIEDADE UNIVERSAL" a três ilustres e valorosos Irmãos, que muito dignificam a Maçonaria Fluminense, pelo decisivo apoio prestado ao empreendi^ mento que ora se concretiza: o Ir.". JOSÉ VASCONCELOS MAGALHÃES, Sereníssimo Grão-Mestre da GLERJ, que foi o responsável pelo impul só gerador da constituição dá primeira loja a funcionar no Rito de Schroeder no território fluminense; o Ir.". CLÁUDIO MOREIRA DE SOU SÁ, Past Grão-Mestre, pela inestimável contribuição que proporcio nou para o êxito da empreitada; e o Ir.'. GABRIEL RAMALHO SILVEIRA, Venerável Mestre da Aug.". e Resp.'. Loja Simbólica "Theodor Hsrzl" 34 n9 77, loja mater da maioria dos Fundadores, pela colaboração pessoal e daquela Oficina, de fundamental importância para que o projeto de constituição da LOJA SIMBÓLICA "SOLIDARIEDADE UNIVER SAL" se tornasse realidade. A Assembleia, unanimemente,aprovou os registros propostos, como formulados. Nada mais havendo a tratar,o Sr. Presidente deu por encerrada a sessão, de que, para constar, eu,ÍCARO ROBERTO PONTUAL, Secretário, lavrei esta ata, que assino com o Presidente e demais Mestres Maçons presentes. Rio de Janei_ ro, 01 de setembro de 1987.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

RITOS no Brasil



E
ntre o final do século XVIII e início do XIX, fruto do desenvolvimento da Mac\ Operativa, foram definidos procedimentos ritualísticos que iriam caracterizar os trabalhos desenvolvidos em Lojas.  O que parecia simples, logo se transformou numa proliferação de procedimentos diferenciados que fizeram surgir diversos graus e novas ritualísticas, que ficaram reconhecidas por denominações, ou Ritos específicos.

Na Europa, especificamente no Grande Oriente de França, em virtude da pressão de irmãos mais conservadores, houve por bem buscar uma fórmula para harmonizar as diferentes doutrinas que vicejavam desordenadamente num emaranhado proliferar de altos graus, seja por influência dos cavaleiros, da nobreza e até de misticismos, que  desfiguravam os procedimentos básicos criados para a ritualística da Ordem. Assim, o Grande Oriente de França nomeou uma comissão de maçons de elevada cultura para estudar todos os sistemas existentes e elaborar um rito composto do menor número possível de graus e que contivesse os ensinamentos maçônicos em sua plenitude.

Após alguns anos de estudos, a comissão não conseguiu chegar a um consenso e recomendou  manter  apenas os três graus iniciais. Em Agosto de l777, o Grande Oriente acatou a conclusão da comissão e enviou circulares a todas as lojas da obediência, afirmando que  só seriam reconhecidos  os três primeiros graus simbólicos, fato que gerou de imediato a reação  de alguns  irmãos, como por exemplo, aqueles que praticavam o Rito de Perfeição ou  de  Heredon,  com seus 25 graus em prática.

O resultado é que alguns Ritos continuaram com seus graus e durante alguns anos permaneceu a discussão em aberto, até que em 1782,  uma nova comissão, com o nome de Câmara dos Ritos, concluiu pela uniformização de três graus simbólicos, e que cada Rito poderia ter outros graus de acordo com seus procedimentos.

Em l785, foram  editados os  rituais  oficiais para os três graus simbólicos, resultado da uniformização e da codificação das práticas das Lojas Francesas nos anos anteriores.  

Atualmente já foram contabilizados mais de 400 Ritos diferentes, sendo alguns deles de quase ou nenhuma expressão. E no Brasil, os principais Ritos praticados são: o Rito Escocês Antigo e Aceito, predominante, com mais de 85% de adeptos; Rito de York; Rito Adoniramita (de uso muito restrito); Rito Moderno ou Francês; Rito Brasileiro; e o nosso Rito de Schröder, considerado um Rito em ascensão.

DEFINIÇÃO

Na linguagem coloquial, de acordo com os dicionários em vigor, Rito é definido como  “qualquer cerimônia de caráter sacro ou simbólico que sugere uma prática estabelecida”. Para a Or\Mac\ existe uma pequena e sutil diferença na descrição, ou seja, o Rito é caracterizado não como a “cerimônia” mas sim como o “conjunto de regras ou normas, com as quais se praticam com certa regularidade um complexo de cerimônia”.

RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Nasceu no catolicismo, no século XIX, na provável data de 31 de maio de 1801, sendo depois aristocratizado. Algumas de suas principais características são:
  •  33º graus – os três primeiros graus são básicos e subordinados a uma obediência; do 4º ao 33º são graus considerados filosóficos e caracterizados pela Pot\;
  • na vestimenta, a gravata preta e os Punhos para o V\.M\ e Vigilantes;
  • os Aventais seguem a Convenção de  Lausanne.  Para o A\M\, Avental branco (de 35cm / 40cm), com a abeta voltada para cima. O de C\M\, também branco, sua abeta é para baixo. O Avental do M\M\ apresenta sua abeta também para baixo, com as bordas originalmente bordadas em vermelho, e com as letras MB no centro.  Atualmente a maioria das Lojas do REAA utiliza a cor azul para a borda de seus aventais;
  • a Loja do REAA é ornamentada por diversos símbolos e alegorias, tais como: o pavimento mosaico; as colunas zodiacais; a abóbada celeste; o gradil entre o Oriente e Ocidente; o Altar de Juramento; o Olho Que Tudo Vê; a  Estrela Flamígera; a Corda de 81 Nós; a Espada Flamejante; o Painel de Graus; o  Mar de bronze e o Turíbulo ou Incensário;
  •  no Ritual do REAA, destacamos: a Bolsa de Propostas e Informações; o giro ritualístico (ou hierárquico) para o Tronco da Solidariedade; a  Prova dos Elementos, quando na Iniciação e a presença obrigatória do Orador para “dar legalidade aos trabalhos” em cada sessão.

RITO DE YORK

Sob a liderança de Mario Behring, e inspirado na Grande Loja de Nova York, surgiu no Brasil no séc. XX, em 1927, juntamente com a criação das Grandes Lojas estaduais brasileiras. Apresenta algumas características próprias:
  • os cargos em Loja possuem denominações diferenciadas, ou seja: Diretor de Cerimônia; Capelão; Organista;  Esmoler;  Mordomo e Administrador da Caridade;
  • na ornamentação do Templo, destacam-se: o Pavimento Mosaico; a letra “G” no centro da Loja;  os pedestais do V\M\ e dos Vigilantes; a Pedra  Bruta esquadrejada; o Altar de Juramento; a  Espada para o Guarda Externo; os Painéis de Graus e o andar esquadrando o templo;
  • a cor predominante do Rito de York é o azul.
RITO ADONIRAMITA

Introduzido no Brasil no início do século XIX pelo GOB (inicialmente, Grande Oriente Brasílico), em 1822, ao lado do Rito Moderno ou Francês. Por determinação do Imperador D. Pedro I foi proibido de funcionar e alguns anos depois liberado. Atualmente raras são as Lojas que ainda o praticam.

O Rito Adoniramita se caracteriza por seu “Sistema de Sete Graus” e uma grande riqueza cênica em suas  cerimônias, tanto as  magnas de Iniciação e Exaltação quanto outras específicas, tais como:
  • a  Cerimônia de Incensação;
  • o  Cerimonial de Fogo;
  • as Doze Badaladas Argentinas;
  • a  Cena da Traição.

RITO MODERNO ou FRANCÊS

O Rito Moderno ou Francês tem origem no séc. XVIII, ano de 1761, em Paris. Constituído em dezembro de 1772, foi oficialmente proclamado em 09 de marco de l773, pelo Grande Oriente de França. Inicialmente composto por três graus, adotava as primeiras Constituições de Anderson de  l723.

Em 1786, após uniformização dos três graus simbólicos, o Rito Moderno ou Francês atualizou seus rituais incluindo 4 graus filosóficos com as seguintes denominações:
  • 1ª Ordem - 4º   Grau - Eleito
  • 2ª Ordem - 5º   Grau - Eleito Escocês
  • 3ª Ordem - 6º   Grau - Cavaleiro do Oriente ou da Espada
  • 4a. Ordem - 7º   Grau - Cavaleiro Rosa-Cruz
 Atualmente, no Brasil, o Rito Moderno funciona com mais 2 graus acrescidos na5ª Ordem:
  • 5ª Ordem - 8º  Grau - Cavaleiro da Águia Branca e Preta, Cavaleiro Kadosh Filosófico, Inspetor  do Rito.
  • 5ª Ordem - 9º  Grau  -  Cavaleiro  da  Sapiência  -  Grande      Inspetor do Rito.
Destaca-se como característica principal do Rito Moderno ou Francês, sua filosofia básica, que não está presente diretamente em seus rituais, mas na sua própria história.

Com base na Mac\ Francesa, da época em que prevalecia o Humanismo, e portanto os pensamentos racionais e científicos, seus ensinamentos são mantidos até os dias de hoje., como por exemplo, a máxima de que “ o maçom deve ter a faculdade de pensar livremente, de trabalhar para o bem-estar social e econômico do cidadão, de defender os direitos do homem e uma melhor distribuição de rendas”.

Não admite a limitação do alcance da razão e desaprova o dogmatismo e imposições ideológicas, inclusive de credos religiosos. Seu comportamento racionalista é adogmático, pela busca da Verdade, ainda que provisória e em constante mutação, e do respeito absoluto à liberdade de pensamento e consciência.

A filosofia do Rito se opõe a qualquer espécie de discriminação. A não admissão de mulheres dá-se em decorrência de tratados e não da natureza do Rito.

RITO BRASILEIRO

O Rito Brasileiro, de Maçons Antigos, Livres e Aceitos, é formado por 33 graus independentes. Sua filosofia básica é teísta e entende que “prevalece o espírito sobre a matéria e a existência de um Princípio Criador - o Supremo Arquiteto do Universo”. E para esclarecer aos que indagam sobre o Rito, a resposta vem numa frase: "Cultiva a tua religião e segue as inspirações da tua Consciência. Ama o teu semelhante e a Terra que te acolhe".

Sua história não é totalmente clara. Alguns historiadores afirmam que é originário de um grupo de maçons, comandados por José Firmo Xavier, da Grande Loja Provincial de Pernambuco, que entre 1848 e 1878, elaboraram uma Constituição Especial para o Rito Brasileiro.

Talvez com a intenção de fins políticos, ou ainda para obter as benesses do governo imperial, o grupo buscou apoio em D. Pedro II, que nunca foi maçom, e entregou os documentos, hoje depositados na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, para tutela do Imperador e do Papa, que nada fizeram em prol do movimento e, evidentemente, a tentativa de fundação do Rito não deu certo.

O desejo de criação do Rito não morreu e em dezembro de 1914, foi criado e incorporado o Rito Brasileiro ao Grande Oriente do Brasil, com reconhecimento e autorizado a funcionar em outubro de 1916. No entanto o Rito logo adormeceu.  Não foram fundadas Lojas e muito menos criados seus rituais.  

Apesar do tempo decorrido, e pela persistência de abnegados irmãos, em 1940, o Ilustre Conselho aprovou uma nova Constituição e autorizou o Grão-Mestre a reativar o Rito Brasileiro, cuja regularização foi conduzida por Comissão que publicou em 1941 um Ritual, ainda provisório, com 19 artigos, cópia do Rito de York, alterando apenas a Pal\ de Pas\ para “Cruzeiro do Sul”. Era composto de 3 graus simbólicos e outros 4 reconhecidos como títulos de Honra.

E somente em abril de 1968, foi aprovado pelo Supremo Conclave do Brasil, sua Constituição, juntamente com o Regulamento Especial e o Estatuto do Rito Brasileiro, com 3 graus simbólicos e 30 filosóficos, do 4 ao 33. O Rito foi ratificado por aclamação em 10 de junho de 1968, pelo Tratado de Amizade e Aliança Maçônica entre o Grande Oriente do Brasil e o Supremo Conclave do Brasil.

O Rito Brasileiro, conhecido como Rito Maçônico Perene, é também identificado como Rito Maçônico Brasileiro ou o Rito da Maçonaria Renovada, exige dos seus Ob\ a Vida Reta e o Esp\ Frat\, e busca conciliar a Tradição com a Evolução, para que assim a Mac\ não se torne uma força esgotada. E tem como objetivo básico “resgatar informações escondidas nas profundezas abissais do oceano da natureza humana e que possam prestar serviço e benefício ao maior número possível de pessoas”.  Destacam-se como algumas de suas características próprias:
  • o Brasão do Rito, representado pelo Tríplice Triângulo dentro de um círculo encimado pela legenda URBI ET ORBE (que significa sua atuação nacional e internacional, expressão antes utilizada privativamente pela Igreja Romana) e com a legenda inferior HOMO HOMINIS FRATER (O Homem é um Irmão para o Homem);
  • a Medalha do Supremo Conclave, que possui a forma de uma estrela de sete pontas raiadas, com as legendas RITO BRASILEIRO, na parte superior, e SUPREMO CONCLAVE DO BRASIL, na inferior;
  • a Medalha do Grau, confeccionada em latão dourado, com o Olho no ângulo superior, separado por linha larga, abaixo da qual o Tríplice Triângulo com o número 33 ao centro. Ao alto, à esquerda, a palavra HOMO tendo à direita, a palavra HOMINIS e, em baixo, a palavra FRATER;
  • o Estandarte do Rito é confeccionado em cetim violeta, medindo 100cmx70cm, tendo, ao centro, o Brasão em cor amarela;
  • a Bandeira do Soberano Grande Primaz é em tecido branco, tendo uma Fênix em cor violeta, encimada pelo Brasão do Rito e com a legenda PAX OPUS JUSTITIA EST na parte inferior;
  • o Soberano Grande Primaz traja, nas sessões magnas, terno e sapatos pretos, camisa branca e gravata preta ou violeta, com o Manto Níveo, ou da Luz Intensa, com o Cordão da Humildade, em cor violeta ou preta. À cabeça, traz o Solidéu branco, de quatro estrias violetas; ao pescoço, o Colar de 33 nós, e no dedo anular da mão direita, o Anel elaborado em ouro, com turmalina violeta ou ametista;
  • nas sessões magnas da Iniciação, porta o Cetro da Força trabalhado em acácia ou mogno e metal nobre. O Cetro é, parcialmente, oco e contém, no interior, a ata da sessão de eleição do S.'. G.'. P.'. em uma das pontas e a ata da sessão de posse, na outra;
  • presa ao Manto, à altura do coração, a Serpente sobre o Tao, em alfinete ou adorno de metal nobre;
  • o Selo é confeccionado em metal e consta de Cruz Papal com a inscrição GRANDE PRIMAZ, SERVIDOR.
RITO SCHRÖDER

Assim como na França, a Mac\ da Alemanha, por volta de 1782, sentiu a necessidade de elaborar um novo ritual, procurando eliminar descaracterizações, erros e mesmo dúvidas decorrentes do que era então utilizado. Foi constituída uma Comissão para reerguer a Mac\ de acordo com sua origem Inglesa, integrada, em 1788, pelo Irmão Friedrich Ludwig Schröder.

Após algumas tentativas sem sucesso para a aprovação do novo Ritual, somente em junho de 1801, na Assembléia Geral dos Veneráveis Mestres da Grande Loja Provincial da Baixa Saxônia e Hamburgo, sob o malhete do G\ M\ Friedrich Ludwig Schröder, que “considerava a Constituição Inglesa e o velho Ritual Inglês, como as únicas fontes da finalidade e da essência da Maçonaria”, o texto foi oficialmente aprovado.
Em 1853, pouco menos de 40 anos após a morte de Schröder, a Grande Loja de Hamburgo fez uma nova revisão e liberou um ritual para uso oficial, que ficou em uso até 1935. Esta versão serviu de base para novas edições, especialmente através das Lojas “Absalom zu den Drei Nesseln Nº 1 (Absalom das Três Urtigas)”, do Or. de Hamburgo, “Friedrich zum Weissen Pferd Nº. 19 (Frederico ao Cavalo Branco)” e “Zum Schwarzen Bär Nº 79 (Ao Urso Preto)”, ambas do Or. de Hanover.

Estas revisões, realizadas de forma independente, fizeram com que existissem na Alemanha 2 rituais oficiais e mais 2 admitidos para o Rito Schröder, que foram unificados no ritual de 1960, pela Comissão Ritualística da Loja Absalom Nº 1, com as alterações e adaptações consagradas nos Usos e Costumes da Loja e consagrado como o Ritual da Grande Loja dos Maçons Antigos, Livres e Aceitos da Alemanha – GL AFuAMvD,

Chegou ao Brasil pela colonização germânica, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Inicialmente falado em alemão, aos poucos foi adaptado para o idioma português.

Em 1957, o Ir.’. Wigando Schmidt da Loja Mozart Nº 8 de Joinvillle – SC, traduziu, e sua Loja publicou, a 1ª versão em Português do Ritual Schröder de 1853. E, em 1982, o ritual de 1960 da Loja Absalom Nº 1 foi traduzido pelos Irmãos Gerhard Ludwig Richard Reeps, M.I., e Kurt Max Hauser, P.G.M., para a Loja “Concordia et Humanitas” Nº 56.  Este Ritual foi homologado pela G\L\M\E\R\G\S\, para uso das Lojas da sua Jurisdição e atualmente é a base dos rituais adotados pelas demais Grandes Lojas brasileiras. O G\O\R\G\S\ homologou seus Rituais em 1996, com base na mesma versão de 1960, de acordo com proposta elaborada pela Comissão Ritualística da Loja “Harmonia IV – Zur Eintracht, 1874”, do Or. de Porto Alegre. Atualmente é reconhecido pelas Grandes Lojas estaduais; pelo GOB e pelos Grandes Orientes Estaduais Independentes.

O Ritual Schröder é dividido em 5 partes: os rituais para os Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom; o ritual Festivo: “Loja de Mesa” ou ”Banquete Ritualístico” e o ritual “Loja de Funeral” ou “Noite de Exéquias”, ambos no Grau de Aprendiz Maçom.

Como característica básica, se observa a simplicidade de seus templos, praticamente sem ornamentações e pouquíssimas alegorias, tais como o Tapete, que possui todos os símbolos necessários para o perfeito entendimento dos graus,  o Livro Sagrado e as Luzes que ornamentam o próprio Tapete, o V.M. e seus Vigilantes. 

Algumas características do rito:
  • três graus simbólicos, determinam seus trabalhos;
  • somente os cargos de V.M., Vigilantes e Tesoureiros são eletivos;
  • o Orador é nomeado pelo V.M. e não atua como guarda de lei;
  • nas sessões, a palavra franca  é concedida pelo V.M. através do segundo Vigilante;
  • o uso de chapéu (ou cartola) é obrigatório nas sessões;
  • o Avental do Aprendiz é  similar ao de outros ritos, na cor branca, com sua abeta levantada e o de Companheiro, com a abeta para baixo;
  • o Avental de Mestre, V.M. e ex-veneráveis, são também brancos porém com a borda azul e abeta abaixada sem rosetas ou taús para ornamentá-los;
  • o Rito Schröder  não adota a cerimônia de instalação do V.M., podendo, no entanto, seus VV.MM serem instalados em outros ritos;
  • além das sessões ritualísticas, o rito prevê outros tipos de sessões, ou seja,  sessões “a campo”, ou fora do templo, para o tratamento de assuntos administrativos, trabalhos ou instruções e a Noite dos Convidados, uma sessão especial, utilizada para a apresentação de candidatos à Loja;
  •  todos tem direito ao voto e à palavra.



Nota:
A trabalho em questão foi baseado em pesquisas na Internet, com trechos de autoria não identificada, da Wikipédia e do Ir\ Ubyrajara Filho e  tem como objetivo principal o incentivo à pesquisa, principalmente aos recém iniciados, sem no entanto ter a mínima pretensão de esgotar o assunto.